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Irrigação: elabore seu próprio sistema!

Um sistema de irrigação automático é um investimento complexo para sua paisagem, mas garante que cada planta receba a água necessária. O primeiro passo é produzir um plano cuidadosamente projetado para a diagramação do sistema. Preste atenção especial às medidas da área a ser irrigada, à topografia do terreno, às plantas no jardim e até aos diferentes climas nas áreas ensolaradas e sombreadas da casa.

O que você precisa?

  • Papel milimetrado;
  • Fita métrica ou trena;
  • Lápis;

Instruções

1) Desenhe uma planta de todo o terreno que se deseja irrigar com os aspersores. Inclua as medidas da área na planta, para que você possa cacular corretamente os circuitos e os dispositivos aspersores. Indique na planta qualquer inclinação maior que o percentual de 10%, pois você precisa considerar o escoamento quando for escolher o equipamento para o local.

2) Diagrame suas plantações na planta. É importante distinguir, na planta, entre grama, árvores, arbustos, flores e vegetais, pois cada tipo de planta tem suas necessidades específicas de irrigação.

3) Marque os locais de fonte de água na planta. Você deve instalar o tubo de distribuição perto de uma fonte de água ou terá que canalizá-la da fonte para o local desejado. Você precisa considerar o comprimento do trajeto até a fonte quando for calcular o tamanho dos circuitos dos aspersores.

4) Divida a planta em circuitos, com cada circuito representando um grupo de aspersores controlados por uma única válvula no duto de distribuição. Ao projetar os circuitos, considere as plantas e suas necessidades de água, a exposição ao sol e o tamanho da área. A grama tem necessidades diferentes que a maioria das outras plantas no seu jardim, então precisa de circuitos próprios. Arbustos são aguados com menos frequência que flores e vegetais. As plantas na área ensolarada do seu terreno secarão muito mais rapidamente que as que estão nos espaços sombreados, então seu sistema deve irrigá-las de maneira diferente.

5) Mapeie os locais e tipos dos aspersores que você irá usar para irrigar as áreas específicas. Cada tipo de dispositivo tem um alcance máximo de pulverização da água. Arranje seus aspersores de modo que os sprays dos aspersores adjacentes se sobreponham. Uma regra de ouro para garantir a sobreposição é deixar o spray de um aspersor quase alcançar a cabeça do próximo. As cabeças dos aspersores também fornecem formatos diferentes de spray que permitem você aguar as plantas sem encharcar os arredores.

6) Certifique-se de que a pressão e o fluxo da água são suficientes para operar o equipamento que você quer instalar no circuito. Consulte os manuais de cada equipamento para saber a quantidade de água consumida pelos dispositivos e adicione ao total 10% para os canos e outros equipamentos de roteamento. Assegure-se de que o consumo total do seu sistema seja suficiente para operar cada circuito.


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Jardinagem: 10 dicas que vão ajudar a enriquecer o solo do seu canteiro

Uma boa xícara de chá é uma ótima maneira de terminar um longo dia. A maioria das pessoas joga fora os saquinhos de chá, sem nem pensar. Afinal de contas, para que serviria um saquinho de chá usado?
Para várias coisas, especialmente no jardim. Quer ver? Continue lendo e saiba o porque:
1. Os sacos são biodegradáveis: você sabia que a maioria dos saquinhos de chá da Grã-Bretanha são feitos com material derivado de um “primo” da banana? O cânhamo de Manila é feito com fibra do talo das folhas de abacá. O saquinho é decomposto e o plástico que é usado para selar os saquinhos desaparece depois de seis meses, de acordo com a UK Tea & Infusions Association;
2. O chá adiciona nutrientes ao solo: folhas de chá contém ácido tânico e nutrientes que são fertilizantes naturais. Ao serem decompostas, as folhas liberam nutrientes no solo, criando um ambiente mais saudável para o plantio, de acordo com o The Gardening Cook;
3. Reduza o lixo: enterrar os saquinhos de chá no jardim ou colocá-los em uma pilha de compostagem ajudam a eliminar o lixo em excesso;
4. Saquinhos de chá afastam infestações: saquinhos de chá usados (e borra de café) afastam insetos das suas plantas. O odor evita que eles mastiguem suas flores e seus vegetais;
5. O cheiro do chá também funciona com gatos: borrife borra de café ou chá usado no seu jardim para evitar que os bichos urinem nas suas plantas. Você pode fazer isso nas plantas dentro de casa também, recomenda o Earth911;
6. Seus saquinhos de chá podem virar um jardim: acredite se quiser, é possível plantar o seu próprio jardim com saquinhos de chá usados, sementes, uma bandeja plástica, água e uma toalha de papel. Você vai germinar as sementes com os saquinhos de chá e depois plantará elas no jardim, de acordo com a Kiwi Conservation Club;
7. O chá acelera a decomposição de outros itens: se você usar saquinhos de chá no solo ou em uma pilha de compostagem, o ácido contido no chá pode acelerar o processo de decomposição de outros itens;
8. Minhocas comem folhas de chá: Minhocas podem comer saquinhos de chá em segurança. Depois de digerir as folhas, elas produzem um “nutrientes fertilizantes”, fazendo com que seu solo fique muito mais saudável para as plantas, de acordo com o VeggieGardener;
9. Saquinho de chá ajudam a reter água: Enterre saquinhos de chá perto da raiz das suas plantas, flores e vegetais para ajudá-las a reter mais água e ficarem mais fortes.
10. Saquinhos de chá ajudam a evitar as ervas daninhas: Enterre os saquinhos de chá no jardim pois eles podem ajudar a impedir o crescimento das ervas daninhas (ou seja: menos trabalho para você!).
Você já enterrou saquinhos de chá? Se conhecer alguém que cultiva plantas, compartilhe essas dicas no Facebook.

Plantio em vaso 2: preparação do solo

Ter um vaso de plantas em casa proporciona ambiente mais limpo, agradável e cheio de vida. Você pode comprar o recipiente já pronto ou montar o seu. Mas, para isso, não basta apenas o recipiente, a terra e a planta: é preciso todo um preparo para a vegetação crescer de maneira saudável.

O coletivo paulistano Hortelões Urbanos ensina a preparar o solo e montar o seu vaso de plantas. O grupo foi criado em 2011 e incentiva a produção de alimentos de maneira simples, barata e coletiva.

Para montar o vaso, você vai precisar de:

  • um recipiente com canaletas e furos na base;
  • argila expandida ou pedra brita;
  • manta bidim ou pano velho;
  • muda de planta;
  • cobertura morta (serragem de madeira, folhas secas ou aparas de grama seca)

Coloque a argila ou pedra brita no recipiente, seguido da manta bidim ou pano velho. Ao inserir a manta (ou o pano velho), cuidado ao ajustar a borda ao tamanho do vaso. Aliás, a manta bidim garante que os nutrientes permaneçam no vaso, sem que sejam perdidos junto com a água.

Preencha o vaso com uma camada do solo (dica para prepará-lo abaixo) e coloque a muda, lembando de retirar o plástico em volta da planta. Complete o vaso com o restante do solo, sem encher – é preciso deixar um espaço entre o solo e a borda. Regue a planta e cubra com uma camada fina de cobertura morta.

Preparando o solo corretamente:

  • Areia do fundo do rio (areia grossa);
  • Terra (barro, arisco, etc.);
  • Composto orgânico (esterco, cascas de frutas, etc.)
  • Substrato (Bagana de folha de carnaúba)

Misture um pouco de areia, terra e composto orgânico, em medidas proporcionais. A areia auxilia na drenagem da água e no desenvolvimento das raízes. A terra garante a umidade que a planta necessita para se desenvolver, enquanto o composto orgânico tem os nutrientes responsáveis pelo crescimento forte e saudável.


CULTIVO INDOOR: 3 DICAS PARA INICIANTES

O cultivo indoor é uma alternativa viável e que pode ser adotado por qualquer pessoa, mesmo aquelas que ainda não dominam todos os conhecimentos necessários para gerar plantas de qualidade e potentes. Para quem tem o desejo de iniciar seu próprio cultivo e não sabe quais são os primeiros passos que precisa dar, apresentamos neste post três dicas principais que ajudam neste processo.

PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO

“Vou começar um cultivo indoor”. Tomar esta decisão não é tão simples. Não basta querer, é preciso avaliar uma série de fatores. O que é fundamental para a tomada de decisão de iniciar o cultivo indoor é apostar em planejamento e organização. Não dá para iniciar sem ter analisado questões como o espaço onde será instalada a estufa. A partir disso também, deve-se avaliar qual será o tamanho do cultivo com o número de vasos que irá usar (o que depende ainda do tamanho da estufa que será comprada). Leve em consideração o espaço e também sua disposição para as tarefas de manutenção. Quanto mais vasos, maior o tempo de dedicação.

Outro ponto importante para avaliar antes de iniciar o cultivo indoor é a segurança. É preciso certificar-se que todas as medidas serão tomadas a fim de que sejam evitados problemas com a própria instalação do grow. Verifique as instalações elétricas e o isolamento luminoso. Não deixe de assegurar também que o local escolhido para o cultivo seja seguro contra intrusos. Tome todas as precauções em relação a isso para que o cultivo transcorra sem dificuldades e o foco fique apenas no acompanhamento das plantas, para que cresçam saudáveis e possam render uma colheita de qualidade.

ILUMINAÇÃO

A iluminação é um dos principais itens no cultivo indoor, junto com a escolha de fertilizantes e a rotina de manutenção. Como já destacamos no blog, a luz é um fator importante para o desenvolvimento das plantas porque é a fonte de energia que transforma nutrientes em alimento e isso se reflete no crescimento, no tamanho das folhas e na produção de flores e sementes. A escolha errada da iluminação pode, portanto, prejudicar a planta e interromper seu desenvolvimento.

Por isso, antes de iniciar o cultivo, procure informações para saber qual a iluminação mais adequada para o seu grow/cultivo, evitando gambiarras que possam colocar em risco toda a instalação elétrica. Quem vai começar o cultivo indoor geralmente opta por um desses tipos de iluminação: LEDs, lâmpadas de vapor de alta pressão ou lâmpadas fluorescentes. Cada uma tem suas vantagens e desvantagens e não por acaso levantam dúvidas entre os cultivadores.

LEDs – Eficientes e econômicos, os painéis de LED rendem ótimas colheitas com baixo custo e esforço de instalação/manutenção.  Ainda que o resultado final possa depender também de outros fatores, como o fertilizante utilizado, de uma forma geral os paineis mais modernos atendem perfeitamente as necessidades para uma colheita farta. Isso ocorre muito por conta da eficiência com que é feita a conversão da energia elétrica em luz e porque não geram calor – o que faz toda a diferença no desenvolvimento da planta e economiza na instalação de equipamentos de climatização. Recomendados desde cultivos de pequeno até grande porte, os painéis tem um preço mais alto, mas que é compensado pela alta durabilidade e também pela economia na conta de energia elétrica. Para instalação é só plugar na tomada.

Lâmpadas de vapor de alta pressão – Entre as vantagens das lâmpadas de vapor de alta pressão está a possibilidade de manutenção de várias plantas em um cultivo indoor. Assim como os LEDs, se bem instaladas, costumam gerar colheitas grandes e consistentes com produto final de alta qualidade. As lâmpadas deste tipo  são indicadas para quem quer levar o cultivo indoor a sério e não fazer apenas uma “experiência”, assim como também não é indicado para estufas de pequeno porte. Isso porque exige a instalação de equipamentos de exaustão, pois geram bastante calor.  Sem esse cuidado as plantas certamente queimarão. Dependem de reatores para funcionar e sempre recomenda-se a instalação por um profissional habilitado. Além disso, as lâmpadas de vapor de alta pressão geram um aumento significativo na conta de energia.

Lâmpadas fluorescentes –  Se quer um cultivo simples, entre uma a quatro plantas, com rendimento médio, barato e fácil de configurar e manter, então as lâmpadas fluorescentes são as mais recomendadas. São compatíveis com qualquer espaço, geram pouco calor e impactam pouco no consumo de energia. Para iniciantes, ótima opção. Mas é importante destacar que é muito difícil cultivar plantas grandes com o uso de lâmpadas fluorescentes.  

TEMPO E DEDICAÇÃO

A decisão de iniciar um cultivo indoor não termina quando está tudo pronto, sementes nos vasos e iluminação funcionando. As plantas não crescem sozinhas e exigem do cultivador uma rotina definida para manutenção. É necessário dedicar um tempo na rotina semanal para cuidado do cultivo.

A dica é aprofundar a leitura sobre técnicas para cultivo indoor e a partir disso, preparar a rotina. Comece organizando um calendário em que irá anotar o tempo para o desenvolvimento das plantas. E já é possível também prever a época de floração e de colheita, quando o cultivador deve ficar mais atento, seja para não perder o ponto ideal de corte das flores, seja para não incomodar vizinhos e visitantes com os aromas das plantas comuns nessa época.

Um dos cuidados principais na manutenção de um cultivo indoor é com a água. Já contamos no blog que não é recomendado colocar água a toda hora, a todo instante. A rega precisa ser na dose certa para que a umidade em excesso do solo não atrapalhe no desenvolvimento na zona de raízes da planta, assim como ocorre quando a terra está seca. Use o truque do palito de picolé. Coloque o palito até o fundo do vaso e avalie a umidade do mesmo. Se estiver úmido na ponta, aguarde para nova rega.


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